Pular para o conteúdo principal

Cujo [Stephen King]

Um enorme cão São Bernardo, era um bom cachorro e não teve culpa de ter sido mordido por um morcego contaminado com raiva. E menos ainda que o mal só tivesse sido percebido quando não havia mais remédio. O que se seguiu foi inevitável, um sucessão de mortes pavorosas e como acontecimento-chave os momentos de horror passados por uma mãe e seu filho de quatro anos presos dentro de um pequeno carro durante dois dias escaldantes e noites, enquanto do lado de fora um cão danado os vigiava!

//

Eu amo como Stephen consegue criar uma narrativa tensa em coisas que eu jamais pensaria: um cachorro mordido por um morcego com raiva.

E, sim, a história ficou muito boa.

É um processo lento, onde o Cujo em si não tem tanto protagonismo, mas sim as pessoas à sua volta, seus donos, os clientes dos seus donos, e como ele vai se transformando aos poucos, num processo natural. Ele é uma peça essencial que se encaixa em tudo, o ponto de conexão de todos os personagens e história.

Ele não vira um vampiro nem nada do tipo, ele simplesmente se transforma em um monstro real.

Eu fiquei com receio do que iria acontecer com o cachorro, de como seria o desfecho dele, mas King conseguiu fazer de uma forma que não ficasse pesado no sentido de "Meu Deus, o cachorro!", sabe?

A única coisa que me cansa um pouco é a extensiva descrição detalhada das coisas, a todo momento. Isso acaba tirando um pouco do ânimo para continuar lendo. Sei que provavelmente isso é para visualizar e entrar na história, mas em certos momentos não vi necessidade, mas quem sou eu perto de King, né?

Recomendo!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Jantar Secreto [Raphael Montes]

Um grupo de jovens deixa uma pequena cidade no Paraná para viver no Rio de Janeiro. Eles alugam um apartamento em Copacabana e fazem o possível para pagar a faculdade e manter vivos seus sonhos de sucesso na capital fluminense. Mas o dinheiro está curto e o aluguel está vencido. Para sair do buraco e manter o apartamento, os amigos adotam uma estratégia heterodoxa: arrecadar fundos por meio de jantares secretos, divulgados pela internet para uma clientela exclusiva da elite carioca. A partir daí, eles se envolvem em uma espiral de crimes, descobrem uma rede de contrabando de corpos, matadouros clandestinos e grã-finos excêntricos, e levam ao limite uma índole perversa que jamais imaginaram existir em cada um deles. // Que grata surpresa conhecer Raphael Montes. Ganhei esse livro de aniversário e enrolei muito por puro preconceito com escritores brasileiros pra suspense. Meu arrependimento foi só ter demorado pra começar, mas quando comecei, eu só fui.  Raphael escreve muito bem, vo...

Sorrisos Quebrados [Sofia Silva]

Paola está num momento chave da sua vida. Vai ter de decidir se quer continuar a viver ou se vai deixar-se morrer às mãos do homem por quem um dia se apaixonou e com quem casou. Mas Paola decide viver. E, no mais improvável dos lugares, vai encontrar de novo a luz e descobrir que, afinal, é possível amar outra vez. // Eu devorei esse livro em 3 dias. E ainda li duas vezes. Amei como a Sofia Silva deixa a leitura leve, fluída e gostosa.  Amei também a construção dos protagonistas, se libertando aos poucos dos traumas que tinham e que eles iam curando um ao outro.  Foi um processo muito leve, muito calmo, sem pressa.  Achei sensacional o fato de Roberto parecer inofensivo e ser um monstro e André parecer um trator e ser inofensivo. Mostra como as aparências são podem ser o fator principal de tudo, que meio que acaba sendo o tema do livro. A aparência com certeza conta no primeiro momento, mas às vezes, é preciso prestar atenção e levar em consideração outras coisas. Ag...

Carta de amor para os mortos [Ava Dellaira]

Tudo começa com um trabalho da aula de inglês de sua nova escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Porém, isso é um ponto delicado para Laurel, pois sua irmã, May, morreu há alguns meses. Mas logo seu caderno está cheio de cartas a pessoas como Kurt Cobain, Janis Joplin e Heath Ledger. Ela escreve sobre seu primeiro ano no Ensino Médio e os problemas de sua família, despedaçada depois da morte de sua irmã, as suas novas amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky.  // Achei legal que o ponto de vista da protagonista é sempre por uma carta, como se fosse um diário.  Outra coisa é que ela sempre contextualiza sobre para quem ela está enviando a carta, podendo ser Kurt Cobain ou Janis Joplin. Dá pra perceber que as pessoas pra quem ela manda as cartas, no geral, se foram, de alguma forma, por consequência de uma escolha pessoal. Ou tirou a própria vida de forma consciente, ou inconsciente.  A história do livro é bem sensível, a...